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Quarta 23 Jul

O Novo Aquário dos Bacalhaus de Ílhavo

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Sábado, 16 Fevereiro 2013 00:00


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A aposta que o Município de Ílhavo tem feito ao longo dos últimos anos em equipamentos culturais culminou no dia 13 de Janeiro de 2013, com a edificação do “Aquário dos Bacalhaus” do Museu Marítimo de Ílhavo. Este novo espaço vem atribuir ao Museu Marítimo de Ílhavo uma nova dimensão na sua atual vocação marítima. Através desta nova vertente natural é possível conciliar o discurso histórico sobre a pesca do bacalhau, articulando-a com o novo património biológico que albergamos, ou seja, o bacalhau-do-atlântico, cientificamente designado por Gadus morhua.

O edifício do aquário é um projeto dos Arquitetos Nuno Mateus e José Mateus do Gabinete ARX Portugal, que para além do aquário, alberga também novas Reservas, ficando assim, todo o espólio do museu guardado neste novo depósito.

O Aquário tem 3,2 metros de profundidade e capacidade para 120 metros cúbicos de água. Contudo, em constante movimentação, passando por sistemas de filtragem e arrefecimento, circula um total de 150 mil litros de água salgada. O sal, importado da Alemanha, é um sal especial criado em laboratório, para que possa ter características semelhantes às do habitat natural do bacalhau. A temperatura da água varia entre os 10ºC e os 12ºC. O bacalhau é um peixe que aguenta uma grande amplitude térmica entre os 0ºC e os 16ºC, contudo sente-se mais confortável em temperaturas mais frias.

A circulação e a visualização do bacalhau são características que o distinguem de outros aquários. Começamos por observar o bacalhau de um patamar superior, percorrendo de forma centrífuga até ao seu auditório, na base do aquário. Dispõe de três janelas de acrílico para a observação do bacalhau (uma com 5 cm de espessura, e outras duas janelas com 12 cm de espessura).

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Como decoração e ornamentação do espaço estão instaladas “esculturas” em fibra-de-vidro a simular uma formação rochosa, de modo a recriar o ecossistema do bacalhau. O fundo está coberto com areão, composto por cerca de 3 toneladas.

Neste aquário habitam trinta e três bacalhaus no tanque principal e dezasseis em espaço de quarentena. Estes últimos, provenientes da Islândia, são bacalhaus de cativeiro, ainda bastante jovens (entre 12 a 18cm e aproximadamente 250gr de peso). Prevê-se que daqui a três meses, quando atingirem 30 cm, sejam transferidos para o tanque principal.

Dos bacalhaus existentes no tanque principal treze são da Noruega, fornecidos pelo Aquário de Alesund,  parceiro nesta aventura, e os restantes vinte são bacalhaus da Islândia. Os bacalhaus provenientes da Noruega viviam em estado selvagem, tendo sido capturados para virem para este aquário. Apresentam uma coloração acastanhada e variam entre os 40 e os 80cm, tendo os maiores aproximadamente 3 anos e 3-4 kg de peso. Os bacalhaus da Islândia são bacalhaus de cativeiro, com cerca de  1 ano de idade e 30 a 40cm de comprimento. Apresentam uma cor amarelada devido ao tipo de fundo arenoso onde eram criados.

A nível da alimentação, o bacalhau é um peixe de sangue frio, com uma alimentação reduzida. Come de dois em dois dias uma média de 3 a 5gr por refeição. Apesar de o bacalhau ser omnívoro e comer quase de tudo, o alimento que lhe é provido procura respeitar a alimentação do seu habitat natural e acima de tudo manter a água do aquário o mais pura e limpa possível. Deste modo, tem-se alimentado o bacalhau com lula e camarão, mas em breve será introduzido o verdinho (uma espécie de capelim), alguns bivalves e pequenos crustáceos.

De futuro, prevêem-se novas espécies para co-habitarem com o “nosso bacalhau”, de modo a recriar o seu ecossistema, contribuindo para uma redução de eventuais índices de stress. As espécies serão sobretudo gadídeos, familiares do bacalhau, bem como outras espécies do seu habitat natural.

A Revista de Marinha felicita vivamente o Municipio de Ílhavo e a Direcção do seu Museu Marítimo por esta sua tão interessante iniciativa que mais o valoriza. O crescente número de visitantes é prova de que a aposta foi ganha e que Ílhavo, se outras não houvera,  tem mais uma razão para merecer uma visita.


 

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