No conjunto dos portos nacionais - Recorde de passageiros de cruzeiro

Em 2009, o movimento de passageiros dos navios de cruzeiro nos diversos portos portugueses atingiu os 945 034 passageiros, o maior número de sempre, ultrapassando os 904 600 turistas que por este meio visitaram Portugal em 2008, o que corresponde a um crescimento de cerca de quatro por cento. Este número inclui os passageiros recebidos nos portos de Leixões, de Lisboa, de Portimão, do Funchal, de Ponta Delgada e demais portos dos Açores e, este ano também, de Viana do Castelo e de Cascais.
O recorde foi determinado pelo aumento de 94 por cento do segmento de turnaround que contabilizou 97 439 passageiros, o número mais elevado de sempre, contra os 50 223 registados em 2008. Na realidade, embarcaram nos portos portugueses 49 928 passageiros (mais 102 por cento) e desembarcaram 47 511 (mais 86 por cento). Apesar de o porto do Funchal ter registado uma variação positiva, os portos de Lisboa (mais 116 por cento), Portimão (mais 5 335 por cento) e Leixões (mais 1 366 por cento) foram os principais responsáveis por este crescimento, sendo de referir que, pela primeira vez, se realizaram operações de navios de cruzeiro com início e fim nos portos de Portimão e Leixões, ambas realizadas pelo navio PRINCESS DANAE. .
No que se refere aos passageiros em trânsito, embora tenha ocorrido um decréscimo global de um por cento, os portos do Funchal e Portimão registaram crescimentos de oito e de 100 por cento, respectivamente. Na realidade, foram estes dois portos e Lisboa que, em termos do número total de passageiros, contabilizaram um maior número face a 2008, tendo o porto do Funchal liderado a nível nacional com um total de 435 821.
Apesar de se ter verificado um crescimento de quatro por cento no número total de passageiros que visitaram Portugal, registou-se um decréscimo de três por cento no número de escalas de navios de cruzeiro - 719 contra as 739 contabilizadas em 2008 - o que significa portanto, que os portos nacionai
s foram escalados por navios de maior dimensão. No entanto, as escalas em turnaround, as de maior interesse económico, atingiram um número nunca antes alcançado - 100 - que correspondeu a um crescimento de 69 por cento.
À semelhança do ocorrido com o número de passageiros, os portos do Funchal e de Portimão foram os que registaram crescimentos no número de escalas, três por cento e 46 por cento respectivamente, tendo, no entanto, a liderança continuado a pertencer a Lisboa, com 294 escalas.
De referir ainda, que a Vila de Cascais e a Cidade de Viana do Castelo foram incluídas nos itinerários de quatro e um navios de cruzeiro, respectivamente, situação que não tinha ocorrido no ano transacto.
Em tempos de crise, estas são, sem sombra de dúvida, boas notícias, que divulgamos com muito agrado. O Turismo de Cruzeiros tem excelentes perspectivas entre nós, que importa aproveitar, potenciando especialmente as operações de turnaround, as de maior interesse económico, pois envolvem normalmente, uma curta estadia, muitas vezes aproveitada pelos turistas para fazerem as suas compras.






