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Sexta 20 Out

Novo submarino TRIDENTE apresentado oficialmente

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DSC_7198A Marinha Portuguesa assinalou, a 8 de Setembro, a recepção do submarino N.R.P. TRIDENTE e, em simultâneo, a inauguração das modernas e funcionais instalações do Comando da Esquadrilha de Submarinos, responsável pela operação e pelo apoio administrativo dos novos submarinos portugueses. Um momento carregado de simbolismo para esta unidade criada em 1913 que, hoje em dia, assegura "toda a actividade operacional da Marinha no ambiente sub-superfície", como afirmou o seu comandante, Capitão-de-Mar-e-Guerra Henrique Gouveia e Melo, 49 anos e mais de 19 mil horas de navegação em submarinos. Para além da capacidade submarina, a unidade integra três destacamentos de mergulhadores sapadores e a capacidade de guerra de minas da Marinha.

Habituados a uma actividade operacional discreta, quando não confidencial, os submarinistas portugueses foram, por um dia, o centro das atenções. A cerimónia presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva, DSC_7593representou, por um lado, uma oportunidade para conhecer, por dentro, o novo TRIDENTE e as suas capacidades e, por outro, para a defesa pública da importância da arma submarina. No seu discurso, o Ministro da Defesa afirmou, aliás, que a "demonstração pública da necessidade dos submarinos" deve continuar, face "ao dever de prestação de contas" aos portugueses. O próprio governante centrou a sua intervenção na "importância estratégica da arma submarina" dando como exemplos a "capacidade dissuasora e de defesa avançada" dos submarinos e a "crescente importância do mar" e as "participações e obrigações internacionais de Portugal" - que só cresceram nos DSC_724817 anos em que durou o processo, frisou. Com esta aquisição, disse o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes, "Portugal mantém a [sua] única capacidade militar verdadeiramente dissuasória". Os números falam por si: o TRIDENTE assegurará a vigilância e controlo de uma área oceânica de 490 mil milhas náuticas quadradas e que, a concretizar-se o plano de extensão da plataforma continental portuguesa, crescerá até 40 vezes o território terrestre nacional. Representa um importante salto tecnológico relativamente à classe ALBACORA : a autonomia e capacidades oceânicas dos submarinos da classe TRIDENTE tornam possível a sua operação, sem limitações, em áreas como o Atlântico Sul e o Índico; o sistema de propulsão híbrido com AIP (Air Independent Propulsion) prolonga a navegação em imersão profunda até 14 dias; os sensores a bordo permitem a vigilância DSC_7452electrónica num raio de cerca de 90 milhas. Argumentos já conhecidos de muitos (1) mas que não deixaram de chegar aos Órgãos de Comunicação Social generalistas presentes na cerimónia e que encontraram eco nas peças jornalísticas publicadas nos dias seguintes.

Para já, o TRIDENTE e a sua guarnição de 33 militares, sob o comando do Capitão-Tenente Paulo Salgueiro Frutuoso, especializado em submarinos desde 1996, far-se-á ao mar nas próximas semanas. Para testes de sistemas, designadamente de armamento, esclarece o Almirante Melo Gomes. O segundo submarino da classe, o N.R.P. ARPÃO, já em fase de testes, deverá ser entregue em 2011, informam fontes militares.

 

(1) http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1689:porque-sao-importantes-os-submarinos-para-portugal&catid=101:actualidade-nacional&Itemid=290


 


Pedro Manuel Monteiro
Sobre o autor:
Texto e Fotografias

 

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