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Terça 27 Jun

Portugal no Mar, Homens que foram ao Bacalhau

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3841Numa feliz iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Ílhavo, Museu Marítimo de Ílhavo e Âncora Editora, e com apoio da Fundação Engº António Pascoal, de Aveiro, em boa hora o Prof. Dr. Álvaro Garrido, da Univ. de Coimbra, volta a dar nome e assinar como autor e coordenador esta 2ª edição, agora revista e aumentada, de um livro de peso – na verdadeira aceção da palavra!- não só pelo tamanho, mas também pelo conteúdo.

            Conforme nos diz, num prólogo inteligente, muito bem escrito, completo e claro, verdadeiro documento histórico de crítica sócio-política e compreensível marca ideológica, … este livro grande de memória é dedicado a todos os homens que foram ao Bacalhau e às suas comunidades, pretendendo oferecer-lhes e às suas famílias, ... um álbum de memórias afetuoso e quente … um tributo humano ... que agora se ... prolonga e amplia. Inclui milhares de rostos e nomes de pescadores-marinheiros que andaram ao bacalhau entre os anos 30 e 60 do séc.XX ... numa saga fascinante que de certo modo, coincide com o crepúsculo do Portugal marítimo … e que infelizmente ... tarda em fixar-se na memória coletiva, permanecendo uma ... estória (demasiado) obscura ... talvez porque, estranhamente, não parece ter atraído grande atenção de escritores contemporâneos, com exceção de Bernardo Santareno – a quem se devem belas páginas do tempo em que como médico, com eles embarcou e fez campanha em águas geladas!

            Recordar é viver, como é costume dizer-se, e por isso estas páginas mais do que através de textos, preferem deixar falar as fotos de milhares de rostos e nomes de homens de todas as idades (cerca de 17.000 provenientes de quase todo o litoral português desde Caminha até aos Açores). Alguns ainda quase meninos imberbes e muitos outros bem mais velhos, cujas feições claramente denunciam a dureza de vida e a força de carácter forjado na luta contra o mar, a adversidade e pobreza. São vidas cheias de histórias por contar, de esforços inauditos e quantas vezes sobrehumanos para trazerem ... à pátria, o pão dos mares, vidas de homens que não merecem ser esquecidos como se de simples personagens lendárias se tratassem.

            Dividindo o seu texto introdutório em vários subtítulos- “As primeiras viagens ao bacalhau e a dependência externa”, ”A questão do bacalhau na época contemporânea”, “O Estado Novo e o bacalhau”, ”A frota bacalhoeira nacional”, “A organização corporativa das pescas”, “A lenda e o declínio da pesca”, “A aventura humana do bacalhau - uma memória plural”- o Prof. Dr. Álvaro Garrido dá-nos uma lição magistral e sugestiva em poucas páginas do que foi e tem sido a pesca portuguesa do bacalhau. Vai desde os longínquos tempos da Coroa, quando Portugal se começou a interessar pelo bacalhau e ainda em 1578 ... era maior o número de veleiros portugueses a pescarem nos bancos da Terra Nova ... do que o número de espanhóis, ingleses e franceses, até aos entusiasmos do Estado Novo e ao período de 1934-1967 em que ... o número de navios de Portugal que saíram para a pesca de bacalhau quase duplicou, com barcos construídos em estaleiros portugueses e em que se usava a técnica norte- americana da pesca com ... dóris e linhas de mão, até ao ... colapso das pescas longínquas, já na segunda metade do século XX, lá pelas águas da Terra Nova, Labrador e Gronelândia.

            Depois falam apenas os rostos, os nomes e pequenos textos de alguns escritores citados, levantando apenas o véu das vidas por contar, das aventuras, saudades e medos, de que só o mar foi testemunha. Alguns dos protagonistas ainda estão vivos, como nos diz o Prof., caminham entre nós e ainda falam, quando querem e podem, de uma saga que marcou gerações e gerações de portugueses.

            A Revista de Marinha muito agradece a oferta deste interessante livro, o que lhe permitiu dá-lo a conhecer aos seus leitores.

            Esta obra, com imagens do Museu Marítimo de Ílhavo, capa e design de Sofia Travassos, encontra-se à venda por 35€ no circuito comercial das livrarias. Juntamos os contactos da Âncora Editora, tel 21 395 1221, e-.mail Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar endereço postal, Av. Infante Santo, nº 52 3º Esq. 1350-179 Lisboa.

          Por  F.F.

 


 

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