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Sábado 29 Abr

Março - Abril de 2017 (RM996)

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Domingo, 19 Março 2017 00:00


prefacio

 

 

Em primeiro lugar, gostaria de me referir a algumas personalidades que recentemente partiram. Mário Soares sempre assinalou a importância do Mar para Portugal, designadamente quando foi Presidente da República; não ouvi, contudo, referências a esta sua faceta quando dos muitos discursos proferidos no seu funeral. O Prof. Doutor Mário Ruivo, com quem comentei esta situação, de imediato acedeu a escrever um

texto alusivo. Cinco ou seis dias depois, infelizmente, partia também!

Gostaria igualmente de evocar aqui, o Cte. Serra Brandão, notável gestor e académico, que recordo como meu Professor de Direito Internacional Marítimo na Escola Naval, e o Cte. Joaquim Ferreira da Silva, distinto Oficial da Marinha Mercante, que ao longo de muitos anos colaborou nesta vossa revista.

Neste segundo número do ano, como habitualmente, faremos foco nas pescas e atividades com estas relacionadas.

Em 2016, de acordo com os dados que obtivemos, o volume da venda em lota, cerca de

104.000 tons, caiu 10 % relativamente a 2015, mas o preço médio subiu cerca de 13%; apesar da diminuição das quantidades capturadas, o valor das vendas cresceu 3,5% e o preço médio do pescado atingiu um valor recorde. Matosinhos, Sesimbra, Peniche e Aveiro são os portos de pesca mais importantes em volume descarregado; em valor de pescado a ordem é semelhante, trocando, contudo, de posição Sesimbra e Peniche. As espécies mais capturadas, em quantidade, são a cavala, o carapau, a sardinha e o polvo. A frota de pesca portuguesa, na sua maioria pequenas embarcações de boca aberta, totaliza 8.025 unidades, das quais 763 nos Açores e 434 na Madeira. A maioria das embarcações de pesca tem já muitos anos e sistemas de propulsão pouco eficientes, consequência da falta de investimento no setor.

A “cadeia de valor” do pescado continua algo desequilibrada, pouco favorável aos pescadores, uma profissão pouco prestigiada, em acentuado declínio, que regista uma taxa de acidentes profissionais muito elevados; um conjunto de situações que urge ultrapassar.

A assinalar alguns sinais positivos; em Bruxelas, as negociações para as quotas de pesca

registaram significativos aumentos, o que indicia a regeneração de muitos stocks. A Doca Pesca tem um plano interessante de melhorias e beneficiações em diversos portos de pesca e edifícios de lotas. Muito recentemente, a Arsenal do Alfeite S.A. iniciou a construção de dois salva-vidas de 15 m, que vão certamente concorrer para melhorar as condições de segurança dos pescadores.

Em aberto continua a questão da necessidade da substituição de muitas embarcações de pesca, ultrapassadas, ineficientes, poluentes e, em alguns casos, inseguras. Este problema, contudo, constitui também uma oportunidade para relançar a nossa indústria de construção naval, com significativo interesse para a economia nacional. Assim haja visão, determinação ... e fundos disponíveis!

 


Alexandre Fonseca
Sobre o autor:

VAlmirante

Director da Revista de Marinha

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