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Terça 27 Jun

Maio - Junho de 2017 (RM997)

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Domingo, 28 Maio 2017 00:00


prefacio

 

 

No presente número da vossa revista fazemos foco no Mergulho e na Náutica de Recreio, lúdicas e saudáveis atividades, que são também, não o esqueçamos, importantes áreas de negócio.

Gostaria de começar por referir alguns sinais positivos, felizmente bastantes, dando destaque ao Desporto Escolar. Na realidade, nos dias de hoje, a componente náutica do Desporto Escolar está em acentuada expansão, aproximando-se dos cem mil os jovens envolvidos.

Estes números, que ninguém vaticinava, permitem sonhos competitivos, pois só com “massa crítica” aparecem os jovens prometedores, os campeões de amanhã.

Outro sinal positivo foi a recente edição da Nauticampo, com mais público e mais expositores do que a de 2016, evidenciando uma recuperação económica, que saudamos.

A presença em feiras internacionais, como a Boot Dusseldorf, de forma organizada e cooperativa, das nossas empresas, autarquias e entidades públicas é algo que merece aplauso; contudo, é o que alguns dos nossos competidores, como a Croácia, já fazem há muito.

Também consideramos positiva a atitude de muitas autarquias, como Mafra/Ericeira (surf), Portimão (motonáutica/mergulho), Figueira da Foz (remo/vela), Nazaré (surf), Sines (Tall Ships) e muitas outras, apoiando e dinamizando estas atividades. De sublinhar que as atividades náuticas têm um importante efeito multiplicador no turismo e até no imobiliário.

Contudo, persistem sinais negativos, que importa eliminar. Entre nós, ser proprietário de uma embarcação de recreio é ... um sinal exterior de riqueza. As embarcações novas são caras, na sua grande maioria importadas, o acesso à agua é difícil, o estacionamento em marinas é caro, as taxas e os impostos tem valores significativos, enfim, tudo muito diferente do que se passa no Norte da Europa, onde a maioria das famílias possui a sua embarcação. A talho de foice ... passo muitas vezes pela Barragem da Aguieira e nunca lá vi uma vela ou um caiaque; temos o Alqueva e muitas albufeiras, planos de agua vazios, sem utilização.

O Regulamento da Náutica de Recreio está há muitos anos aguardando revisão; os meus votos são para que a revisão venha depressa, e na boa direcção.

Por fim, algo que merece uma acção imediata. Cada vez mais embarcações de recreio Portuguesas mudam de bandeira, para a Belga ou Holandesa. Quais as razões? Aos menos atentos,

recordo que somos parte da Europa e que temos que ser tanto ou mais competitivos que os outros países, “nossos amigos”, mas que nos roubam o mercado, se não estivermos atentos.

Noutra vertente, no shipping, a situação é algo semelhante. O Registo Internacional da Madeira tem vindo a crescer, o que é muito positivo; mas se a nossa administração marítima não tiver capacidade de resposta, não for competitiva, os armadores estrangeiros, assim como vieram, vão-se embora, e os Registos de Malta e de Chipre agradecem.

Estejamos atentos... e sejamos proactivos!

 


Alexandre Fonseca
Sobre o autor:

VAlmirante

Director da Revista de Marinha

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