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Domingo 19 Nov

Homenagem a Pescadores Portugueses

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3996No ano de 1959, num banco de pesca situado no Golfo de São Lourenço, perto da ilha da Terra Nova, um pescador do arrastão francês COLONEL PLEVEN, durante a manobra de desembaraçar o aparelho de pesca enrascado no do navio espanhol SANTA RITA, caiu ao mar e ficou à boiar no mar gelado, sem que qualquer destes dois navios envolvidos na manobra o tentasse resgatar.

            Por sorte o navio português ÁGUAS SANTAS, do comando do capitão Ilhavense Manuel Lourenço Catarino, que estava por perto, apercebeu-se de um homem a flutuar em cima de um bloco de gelo, para onde o náufrago havia subido, e arriou um dóri (embarcação de fundo chato usada na pesca à linha do bacalhau) com dois pescadores que foram em seu auxílio e o levaram para bordo. Esse náufrago chama-se Jean Baptiste Georgelin e veio no passado dia 6 de Setembro, conjuntamente com uma representação da comunidade de Saint Malo (Bretanha, França) promovida pela Associação Mémoire et Patrimoine des Terres Neuves, presidida pelo Maire (Presidente da Câmara), prestar homenagem aos tripulantes ainda vivos do arrastão português que o salvou.

            A cerimónia ocorreu a bordo do Navio Museu GIL EANNES, em Viana do Castelo, e contou com a presença do Presidente da Fundação Gil Eannes, Engº. José Maria Costa. Foi passado um pequeno filme em que o Sr. Georgelin reviveu os momentos de angústia por que passou, emocionando-se algumas vezes. Ao lado dele encontravam-se os pescadores do ÁGUAS SANTAS ainda vivos, Alfredo Presa, de Vila Praia de Âncora, José Figueiras Jacques, do Alvor e José Higino Alberto, da Ericeira.

            Como obreira deste encontro patrocinado pela Fundação Gil Eannes, esteve presente a Dra. Aurora Rego, historiadora, que desenvolveu um aturado trabalho de pesquisa e, graças à persistência que a carateriza, conseguiu com a ajuda de várias pessoas, dentre as quais se destaca o fotógrafo canadiano, grande amigo dos pescadores portugueses, espanhóis e franceses, Jean Pierre Audrieux, encontrar e reunir os tripulantes ainda vivos do arrastão em apreço.

            Os dois homens que em 1959 foram no dóri salvar Jean Baptiste Georgelin, um deles, o Abílio da Silva Rodrigues Brandão, natural da Murtosa, faleceu, e o outro, Manuel Joaquim Bola Vieira ainda é vivo, mas devido a dificuldades de mobilidade não pode estar presente nesta cerimónia. No dia seguinte, 7 de Setembro, repetiu-se a cerimónia em S. Jacinto, donde é natural e vive o Manuel Bola e onde se contou com a presença de um irmão do Abílio.

Por Manuel de Oliveira Martins

 

 


 

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