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Quinta 19 Out

FIGUEIRA DA FOZ inicia missão nos Açores

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4006Largou no passado dia 25 de Setembro da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, o N.R.P. FIGUEIRA DA FOZ, dando início à sua segunda missão de três meses na Região Autónoma dos Açores, estando previsto o regresso a Lisboa no final de Dezembro.

O FIGUEIRA DA FOZ partiu sob o comando do Capitão-tenente António Guardado Neto e tem embarcados cinquenta militares, incluindo uma equipa de fuzileiros e uma equipa de mergulhadores.

Presença Naval nos Açores

A Marinha Portuguesa mantém em permanência no mar dos Açores, um meio naval oceânico, uma corveta ou um navio patrulha oceânico (NPO), que é rendido cada três meses.

Esta presença naval executa fundamentalmente missões no âmbito do apoio à Autoridade Marítima Nacional, com objetivos prioritários de responder a pedidos de busca e salvamento marítimo no mar dos Açores, prestar assistência a pessoas e embarcações em perigo em caso de necessidade, bem como vigiar e patrulhar os espaços marítimos sob jurisdição nacional. O navio tem igualmente capacidade para apoiar a proteção civil e demais autoridades regionais para auxílio à população em caso de catástrofe natural ou calamidade.

A classe VIANA DO CASTELO

O N.R.P. FIGUEIRA DA FOZ é o segundo navio patrulha oceânico da classe VIANA DO CASTELO, um projeto exclusivamente nacional, desenhado especificamente para as 4006 01necessidades nacionais, mas com ampla capacidade de adaptação a requisitos de outros países com necessidades semelhantes no âmbito da fiscalização e segurança marítimas.

A classe VIANA DO CASTELO é neste momento composta por quatro navios, VIANA DO CASTELO, FIGUEIRA DA FOZ, SINES e SETUBAL, os dois últimos ainda em construção nos estaleiros West Sea, em Viana do Castelo, num programa conduzido pelo consórcio “West Sea – EDISOFT”. A classe inicialmente previa um total de dez navios, para substituir as doze corvetas das classes JOÃO COUTINHO e BAPTISTA DE ANDRADE e o navio balizador SCHULTZ XAVIER.

São navios com um deslocamento de 1850 tons, um comprimento de 83,1 m e uma boca (largura) de 13,5 m. Porque são navios que se pretendem económicos, são altamente automatizados e por essa razão têm uma guarnição reduzida a 42 militares. Atingem uma velocidade máxima da ordem dos 21 nós (aprox. 39 km/h). Como armamento principal dispõe duma moderna peça de artilharia Oto Melara de 30 mm, de controlo remoto, instalada na proa. Estão também equipados com um sensor eletro-ótico SAGEM/VIGY e dois radares de navegação KH Manta 2000.

(foto: marinha portuguesa)                                                                            

Por JAG

 


 

Navios de Cruzeiro

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