1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer>
Domingo 19 Nov

"Boas Práticas de Segurança no Mar para o Inverno”

PDF Versão para impressão Enviar por E-mail


4029O workshop “Boas práticas de segurança no mar para o inverno”, organizado pela Autoridade Marítima Nacional no cais da Cantareira, foz do Douro, junto à capela-farol de S. Miguel-o-Anjo, ocorrido em 9 de Outubro de 2017, dividiu-se em quatro partes, todas elas de reconhecido relevo e interesse nacional, porque visam dar apoio aos trabalhadores do mar, quando estes enfrentam inesperados sinistros, ao ponto de colocarem em risco as suas próprias vidas.

Esta reunião teve início com uma breve alocução proferida pelo director-geral da Autoridade Marítima. V/Alm. Luís Sousa Pereira, para dar as boas-vindas, cumprimentar e agradecer o interesse demonstrado a todos os presentes, convidados civis e militares dos diversos ramos das Forças Armadas.

Registaram-se apresentações sobre as atividades que há muito são desenvolvidas pela Marinha Portuguesa, inseridas em diversos programas relacionados com a temática proposta. O CFG Ribeiro Ezequiel abordou o tema «segurança e proteção marítima», a 1ºTEN Ana Reis referiu-se aos «Centros de coordenação de busca e salvamento marítimo», e o CMG Paulo Sousa Costa lembrou os esforços que o Instituto de Socorros a Náufragos, através de alguns membros mais destacados das equipas em serviço nos salva-vidas, têm dedicado na aplicação efetiva do programa «Mar seguro». Adiantou igualmente que vão ser abertas candidaturas para preenchimento de vagas, em vários pontos do país, no sentido de serem completadas as equipas em serviço nas estações de salva-vidas, algumas das quais se apresentam deficitárias há alguns anos.

Nas diferentes apresentações, os assuntos visaram a conceção da plataforma marítima, métodos, técnicas, materiais de construção, equipamentos 4029 02de bordo, documentos náuticos e regras de navegação, equipamentos em terra e no mar, recrutamento e formação dos marítimos, etc. Mereceu igual destaque a referência aos temas da salvaguarda da vida humana no mar, segurança dos navios e das cargas, preservação do ambiente marinho e dos seus recursos, salvaguarda dos recursos existentes na interface costeira bem como dos interesses económicos dos Estados costeiros, etc. São ainda preocupações da Armada o pleno conhecimento do número de navios e embarcações que andam no mar, deficiente formação dos marítimos, bandeiras de conveniência, aumento do comércio mundial, também por via marítima, interferências negativas entre diferentes tipos de navegação, etc.

A segunda parte do workshop contemplou a apresentação do programa que a A M N está a desenvolver sob a designação «Costa segura». Coube a responsabilidade de informar os contornos deste programa ao V/Alm. Sousa Pereira. Trata-se de obter em permanência o conhecimento situacional das zonas costeiras e litorais sob jurisdição das Capitanias, recorrendo a um sistema integrado de “hardware” e “software” efetivo, mas de baixo custo. O facto de ser possível dispor destes equipamentos vai permitir promover a segurança da navegação numa área restrita, como por exemplo a entrada numa barra, acompanhando eventuais navios em dificuldade, com avaria ou em arribada forçada; apoiar ações de combate à poluição; e ainda monitorizar a navegação e contribuir para a deteção de atividades ilícitas no mar. Cada estação do sistema «Costa segura» está ou vai sei dotada com componentes C.O.T.S. (comercial off-the-shelf), radar de banda X, câmara ótica térmica, com capacidade de visão diurna e noturna, um sistema a4029 01utomático de identificação (A.I.S.) e seguimento de alvos A.R.P.A. (Automatic radar plotting aid), com alarmes associados, rádio V.H.F. e software de integração e gestão de informação com visualização em carta eletrónica. Mais disse ainda que estão a ser efetuados protocolos de colaboração com administrações portuárias, onde se encontra instalado equipamento que sirva os fins em vista, caso da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.

Terminada esta apresentação o C.E.M.A. Almirante António Silva Ribeiro lembrou que estão também a ser desenvolvidos outros objetivos, relacionados com a efeméride ligada às comemorações do 200º aniversário do nascimento do “Cego do Maio”, na Póvoa de Varzim, que os responsáveis pela autarquia já esclareceram em nota para a imprensa, nos seguintes termos:

«SALVAMENTO MARÍTIMO EM DESTAQUE NA ABERTURA DAS

COMEMORAÇÕES DOS 200 ANOS DO NASCIMENTO DO CEGO DO MAIO

Póvoa de Varzim, 09.10.2017

No passado sábado, 7 de Outubro, arrancaram as Comemorações dos 200 anos do Nascimento do Cego Maio, com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro.

Ao final da manhã, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, recebeu o Almirante António Silva Ribeiro no edifício dos Paços do Concelho e, de seguida, procederam à deposição de flores no busto de Cego do Maio, no Passeio Alegre. Da autoria do escultor Romão Júnior, o monumento foi construído por iniciativa dos poveiros emigrados no Brasil, em 1909.

No período da tarde, o programa comemorativo decorreu no Museu Municipal com a aposição do selo e do carimbo comemorativos. Seguiu-se a abertura da exposição da exposição “Cego do Maio e a História Trágico-Marítima dos Poveiros”. A Diretora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, conduziu uma visita guiada à exposição que destaca a figura e ação do herói poveiro José Rodrigues Maio, utilizando o espólio documental do Museu e Arquivo Municipal, bem como embarcações, peças e fotografias, renovando-se, também, a apresentação das artes de pesca. A mostra estará patente até Outubro de 2018, para que todos tenham oportunidade de visitar.

O Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva 4029 04Ribeiro, o Vice-Almirante Luís Sousa Pereira e José Festas, Presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM), foram os intervenientes da Conferência “Salvaguarda da Vida Humana no Mar”, moderada por Miguel Marques, da PwC.

Antes das intervenções, o Presidente da Câmara pediu um minuto de silêncio por aqueles que já não estão entre nós e perderam as suas vidas no mar.

O edil referiu que “a melhor homenagem que podemos fazer a Cego do Maio é aproveitar estas comemorações para falarmos daquilo que era a sua principal atividade, a segurança. Portanto, vamos iniciar as comemorações falando sobre segurança e refletindo um pouco sobre a economia da pesca, a importância que tem para a nossa comunidade e os desafios que temos pela frente”.

Neste sentido, Aires Pereira transmitiu que “cada vez mais, o porto da Póvoa de Varzim vai ser o porto de referência da atividade da pesca. Devido a profundas alterações que o porto de Leixões vai sofrer nos próximos anos, vai ser necessário fazer um estudo bastante profundo nas zonas de estacionamento do nosso porto, ou seja, vai obrigar a novos desenvolvimentos e um ordenamento do espaço”.

O edil reconheceu que “a atividade profissional da pesca está muito condicionada por causa das condições do porto”, alertando, uma vez mais para a necessidade de dragagens no porto e falta de areia nas nossas praias.

A propósito do salvamento marítimo, o Almirante António Silva Ribeiro indicou que a Autoridade Marítima Nacional tem uma taxa de sucesso do serviço de 97,9%, acrescentando que “somos os melhores porque temos o espírito do Cego do Maio”. E referindo-se, em concreto, à Póvoa de Varzim, revelou que no próximo ano teremos o primeiro salva-vidas da nova geração que se chamará “Cego Maio” e, no início de 2018, será também colocada uma estação do Projeto Costa Segura na nossa cidade.Trata-se da instalação que radares junto às barras que emitem informação digital e permitem um seguimento automático e geração de alarmes em caso de perigo. Além disso, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional avançou a criação do Programa Cego do Maio, organização de voluntários que apoie o salvamento marítimo coordenado pelo Instituto de Socorros a Náufragos.

O Almirante António Silva Ribeiro recebeu uma agulha de marear oferecida pelo Presidente da Câmara, uma camisola poveira do Grupo de Amigos 4029 03do Museu, e ainda uma réplica do antigo salva-vidas Cego do Maio de José Festas.

                  O Presidente da APMSHM revelou que “nós, pescadores, revemo-nos muito no Cego do Maio porque sempre que vemos alguém em perigo no mar, socorremos”.

O programa desta tarde terminou com a apresentação do livro Cego do Maio e o Mar de Manuela Costa Ribeiro, que a autora dedicou a um dos seus heróis, o pai, acrescentando que “há muitos Cegos do Maio e não é só no mar”.»

Fechou esta série de apresentações o Ministro da Defesa, Dr. José Azeredo Lopes, que após breve alocução, sobre a excelente obra que vem sendo desenvolvida pela A.M.N., foi desde logo instado pelos elementos da comunicação social ali presentes, a quem ofereceu os seguintes comentários:

Por força do projeto «Costa Segura» serão instalados até ao final de 2018, cerca de 30 radares ao longo da costa, incluindo nos arquipélagos da Madeira e Açores. Deste modo estarão criadas condições para no caso de acidente grave no mar, as equipas de salvamento disporem de meios aperfeiçoados, e consequentemente aptas para dar uma resposta mais adequada».

Sublinhou que este workshop não contemplava ser apresentado nesta altura, porém, a necessidade urgente da aplicação dos novos meios na barra do Douro fez antecipar esta decisão, devido ao enorme volume de trafego que existe atualmente no rio.

Para a terceira parte do workshop, que teve lugar a partir da barra do Douro, foi realizado um simulacro de sinistro marítimo, cuja demonstração contou com equipas em serviço nas estações de salva-vidas locais, bem como a participação de equipas de bombeiros preparados para esse efeito. Uma embarcação dava sinais de se encontrar com fogo a bordo, lançando-se a tripulação à água para receber assistência, manobras essas realizadas com resultado satisfatório.

A quarta e última parte serviu para os altos representantes da Autoridade Marítima presentes na cerimónia, a que se juntou o Comandante Naval, V/Alm. Henrique Gouveia e Melo, condecorarem diversos arrais de salva-vidas, que tem dado o melhor de si mesmo no salvamento de náufragos, ao longo dos anos. Foram igualmente condecorados neste evento vários agentes da Polícia Marítima, pelo serviço prestado em prol das comunidades onde se encontram inseridos, sendo por esse motivo dignos de público louvor.

Por Reinaldo Delgado

 


 

Navios de Cruzeiro

Princess-Danae MSC Lirica MSC Opera MSC Sinfonia Princess-Daphne Athena MSC Armoria MSC Melody MSC Fantasia