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Domingo 19 Nov

VOR 2017-2018 - não há duas sem três …

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4033 01Lisboa recebe pela terceira vez a mais prolongada prova desportiva no mundo.
A capital do país e o seu rio Tejo assegurou estatuto na vela mundial, sendo a VOR um dos significativos emblemas a reforçar aquilo que os lisboetas há muito pugnam para valorizar o seu plano de águas, a excelência de condições para a prática de desportos náuticos aliada ao magnífico cenário que é o anfiteatro das colinas da cidade até às suas margens.

A primeira etapa

O tiro de largada para a esta edição foi dado a 22 de outubro em Alicante, com uma opção diferenciada das anteriores, de seguirem logo rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul. Desta vez o rumo para o final da 1ª etapa foi Lisboa, tendo toda a frota navegado no Atlântico Norte em mar de chancela portuguesa, Porto Santo foi “bóia” para rondar, antes de finalizarem em Pedrouços, Lisboa, o objetivo.

A exemplo da anterior edição são sete as equipas que se apresentaram para esta volta ao mundo de 45.000 milhas náuticas, que navegarão em 11 etapas, que aportam em todos os continentes e navegam em todos os oceanos. A última cidade a receber a edição 2017-2018 será Haia na Holanda, a 30 de junho. Saber-se-á então qual será a tripulação a perpetuar o seu nome no 4033 02curriculum desta prova que outrora se apelidou de “Whitbread Round the World Race”.

A 28 de outubro, após 5.108 milhas náuticas, o skipper Charlie Enright a bordo do barco americano-dinamarquês “VESTAS 11th HOUR RACING” tornou-se o 1º vencedor desta edição ao chegar à linha de chegada, em 2º o barco espanhol “MAPFRE”, em 3º o “DONGFENG RACE TEAM” da China, 4º o holandês “AKSONOBEL”, 5º ”TEAM SUN HUNG KAI/SCALLIWAG”, de Hong Kong, 6º “TEAM BRUNNEL”, da Holanda e 7º “TURN THE TIDE ON PLASTICS”, das Nações Unidas e Portugal. Todos chegaram no mesmo dia.

Três tripulantes portugueses e um pavilhão português

Nesta 13ª edição para Portugal o sabor da nacionalidade está mais vincado, três velejadores, António Fontes, Bernardo Freitas e Frederico de Mello serão intervenientes nos resultados pela sua prestação. Há também a salientar a primeira presença de um patrocínio do país que provocou ostentar na popa do “TURN THE TIDE ON PLASTICS” a bandeira lusitana. Por outro lado, foi a Fundação Mirpuri que deu nome à regata realizada no Tejo a 3 de Novembro, “The Mirpuri Foundation In-port Race”.

4033 03A Race Village em Lisboa

A vila da regata foi inaugurada, inexplicavelmente, só a 31 de outubro, três dias após as embarcações terem aportado a Lisboa, a largada para a 2ª etapa até à Cidade do Cabo foi no domingo 5 de Novembro, Estranha-se também a realização da regata In-port num dia de trabalho semanal, 3 de Novembro, uma sexta-feira. Fica a consolação para os apaixonados, de poderem visitar o “circo” da prova da VOR na Doca de Pedrouços.

Onze etapas que vão ser seguidas pela Revista de Marinha

Recordamos que são 11 as etapas, e os pontos em jogo são muitos e forçosamente alterarão a classificação presente, sinal que a emoção fica em aberto, ficando nós, Revista de Marinha, atentos ao desenrolar da competição que apaixona os verdadeiros estradistas dos oceanos, razão de vos convidar a virem ao nosso encontro para acompanhar a prova que parece não ter fim. Nós completaremos o “diário de bordo” da prova conforme os acontecimentos ocorridos.

Faça-nos companhia, gostamos de navegar consigo, quer no site, quer na revista.

 Por António Peters

 Fotos 1 e 2 de Jesus Renedo-Volvo Ocean Race

Foto 3 de Jeremie Lecaudey-Volvo Ocean Race


 

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