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Domingo 19 Nov

O Porto de Zeebrugge

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Zeebrugge, um case-study da indústria portuária

4034 01O porto de Zeebrugge é um porto belga, situado a 95 km a nordeste da capital Bruxelas que, apesar de estar localizado numa das zonas de maior concentração de portos da Europa, vem apostando nas suas características diferenciadoras, atraindo novos negócios e potenciando o seu desenvolvimento.

Zeebrugge é administrado por uma empresa privada de capital público, controlada pelo município de Brugge, que tem sabido enfrentar a concorrência dos portos vizinhos de Antuérpia e Roterdão, desenvolvendo nichos próprios e explorando as vantagens dadas pelas enormes áreas disponíveis e a grande profundidade dos fundos. Recorde-se que o porto de Zeebrugge, tem fundos de 17 m nos cais situados na zona exterior, protegida por dois longos quebra-mares e onde pode receber navios pós-panamax, bem como um cais à cota de 14,5 m nas suas docas interiores.

Os números de Zeebrugge, a carga Ro-Ro e a realidade nacional.

Em 2016 Zeebrugge movimentou no total 37,8 milhões de tons. A movimentação de contentores atingiu 1,4 milhões de TEUs, mas foram as 14,8 milhões de tons de carga rolada (Ro-Ro) que tornaram este porto líder mundial neste tipo de carga. Em termos específicos, no ano de 2016, Zeebrugge4034 02 movimentou 1,3 milhões de camiões e 2,8 milhões de automóveis.

A título de curiosidade, como comparação com os principais portos nacionais, no mesmo ano, em termos de valores totais, Leixões movimentou 18,3 milhões de tons, Lisboa 10,5 milhões, Setúbal 6,9 milhões e Sines 51,2 milhões. Já comparando apenas contentores e carga rolada, Leixões movimentou 0,66M TEUs/ 0,54M Tro-ro, Lisboa 0,39M TEUs/ 0,05M Tro-ro, Setúbal 0,16M TEUs/ 0,24M Tro-ro e Sines 0,65M TEUs/ 0,63M Tro-ro.

Ou seja, nos movimentos totais verificamos que tanto Leixões como Sines são portos com um movimento superior a Zeebrugge, mas em termos de carga contentorizada e carga rolada, os portos portugueses são uma realidade muito diferente e muito mais pequena.

4034 03Em Zeebrugge, foi o incentivar da implantação de centros logísticos, de indústrias transformadoras do sector automóvel e o disponibilizar áreas para atrair novos terminais, que tornaram aquele porto numa referência do segmento Ro-Ro (em Zeebrugge a área portuária está preenchida por terraplenos para parques de veículos e unidades industriais especializadas na preparação de veículos novos e usados). Em Leixões e Sines, os grandes movimentos registados estão também eles associados às indústrias transformadoras colocalizadas (nestes casos, produção e transformação energética), indústrias que em ambos os casos, Belga e Português, trouxeram valor acrescentado às mercadorias e, consequentemente, geraram mais empregos.

Por JRG

 


 

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